
O agronegócio brasileiro vive uma transformação estrutural em suas fontes de financiamento. A Cédula de Produto Rural Financeira (CPR-F) deixou de ser um mero instrumento de lastro para ocupar o centro das estratégias de captação no mercado de capitais.
Por que a CPR-F se tornou a alternativa preferencial?
O novo arcabouço regulatório trouxe eficiência e simplificação para produtores e empresas do setor:
• Eficiência de custos: A estrutura simplificada reduz o “pedágio” financeiro, garantindo que uma parcela maior do crédito chegue, de fato, à ponta produtiva.
• Acesso direto ao investidor: ao ser classificada como valor mobiliário, a CPR-F permite a captação direta no mercado, dispensando a intermediação obrigatória de securitizadoras.
• Ativo de referência: O título evoluiu para servir como ativo de referência em emissões complexas, ampliando sua versatilidade jurídica e financeira.
O mercado em números (Safra 2025/2026)
Os dados do Boletim de Desempenho do Crédito Rural (Mapa) confirmam a migração para fontes privadas de financiamento:
| Indicador | Desempenho (Jul-Dez 2025) | Crescimento |
| Volume Captado via CPR | R$ 121,9 bilhões | +30% |
| Recursos para Industrialização | R$ 17,6 bilhões | +43% |
| Participação da CPR no Crédito Total | 45% (era 34%) | +11 p.p. |
Consolidação e mercado de capitais
Emissões bilionárias realizadas recentemente por gigantes como Klabin e Suzano ratificam a segurança e a liquidez do instrumento. O fortalecimento das fontes privadas e o interesse crescente das instituições financeiras em operações atreladas à produção consolidam a CPR como o pilar de sustentação da safra atual.